quarta-feira, 20 de abril de 2011

sinto me vazia por dentro e por fora


não consigo ver nada, o mundo está estranhamente negro, não me parece que algo te tenha surpreendido, talvez esperasses este momento há demasiado tempo. hoje acordei, encontrei novas razões, demsiado certas e verdadeiras para serem ignoradas, as decisões que tomamos às vezes custam-nos muito, mas o nosso "eu" está em primeirissimo lugar. não queria ter sido enganda, julgada, não queria que me escondessem e que fizessem como se nunca tivesse existido, porque eu merecia mais veracidade, mais genuidade. tenho duvidas que algum dia alguém me tenha colocado um ferro tão duro no coração e agora que isso aconteceu, eu sei que tudo o que vivi até agora foi afinal pouco quando eu julgava ter sido muito. estou eternamente morta, por dentro, por fora, todos os que me rodeiam tentam sem conseguir uma expressão de felicidade que parece ser nula. hoje o mundo deu duzentas voltas e voltou a três anos atrás, deixei de sentir o coração cheio para passar a sentir podre, muito doente. a vida pregou-me finalmente a partida que eu já há algum tempo esparava, sabia que este dia iria chegar, não esperava que fosse tão doloroso. amanhã quando alguém me procurar, não estarei cá, vou estar já longe, fugindo destas mentiras e falsidades que me rodeiam. tu estas longe também, não te conheço mais, talvez assim seja mais fácil deixar-te partir e ver-te ser realmente feliz, talvez.

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